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O que já se sabe sobre o objeto celeste mais distante já explorado?

Publicada em 02/01/19 as 16:21h por g1 - 38 visualizações


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Ultima Thule: os dados enviados pela sonda New Horizons confirmam que o formato do objeto lembra o de um amendoim  (Foto: NASA/JHU-APL/SWRI)

Após sobrevoar o corpo celeste mais distante já visitado por um equipamento criado pela humanidade, a sonda New Horizons enviou para a Nasa sinais de confirmação dos primeiros dados, recebidos pela agência espacial americana nesta terça-feira (1º).

Ultima Thule: sonda da Nasa sobrevoa objeto celeste mais distante já explorado

Os sinais confirmaram que a sonda conseguiu sobrevoar, fazer captura de imagens e análises científicas do corpo celeste conhecido como Ultima Thule – que está a cerca de 6,5 ​​bilhões de quilômetros de distância da Terra e se tornou o objeto celeste mais distante já explorado pela humanidade.

"A Ultima Thule está finalmente relevando seus segredos", diz Hal Weaver, pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, responsável pela missão.

A Ultima Thule tem cerca de 16 quilômetros de comprimento e está localizada no chamado cinturão de Kuiper - composto principalmente por corpos celestes de gelo, remanescentes da formação do Sistema Solar -, além da órbita de Netuno.

Os primeiros dados da New Horizons, recebidos nesta terça, confirmam que ela tem um formato alongado, com a massa concentrada em dois polos – formato mais ou menos parecido com um amendoim com casca ou um pino de boliche.

Os cientistas já tinham indícios de que esse era seu formato. "Em 2017, ela passou em frente a uma estrela e conseguimos ver que ela era alongada e tinha essa formato com dois polos. Isso é comum entre asteroides e cometas", explica um dos cientistas da missão.

Segundo Weaver, o corpo celeste diminuto é "provavelmente o objeto mais primitivo já encontrado por uma espaçonave, a melhor relíquia possível do antigo Sistema Solar".

Lançada em janeiro de 2006, a sonda New Horizons já havia feito história em 2015, quando passou pelo planeta-anão Plutão e enviou dados e fotos de volta para a Terra – foram as informações mais detalhadas conseguidas sobre o planeta.

Pouco a pouco

Os cientistas tinham dados que apontavam que o objeto era alongado e estava girando, mas esperavam que houvesse variações no brilho que ele refletia. No entanto, não era possível observar essa variação da Terra.

Os dados enviados pela sonda deram uma explicação para essa anomalia.

"Não há mudança no brilho porque ele estava girando, então, vimos sempre o mesmo lado", explicou Weaver.

Como a sonda está a uma distância muito grande da Terra, a velocidade de transmissão de informações de volta para a Nasa – através de ondas de rádio – é muito baixa.

Os sinais levam seis horas e oito minutos para chegar ao nosso planeta e as taxas de transferência de dados são de cerca de 1 mil bits por segundo.

Portanto, as primeiras imagens enviadas são de baixíssima resolução, basicamente um borrão pixelado e em preto e branco.




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